ECOLOGIA

Até o início dos anos 70, os hippies eram os que mais se preocupavam com a preservação do meio-ambiente. Uma importante exceção foi o oceanógrafo francês Jacques Cousteau, que antes de finalmente preocupar-se com a preservação da vida marinha, o que levou algum tempo, foi alvo de críticas por parte de ambientalistas. Os hippies, para escapar da poluição e do stress das cidades, criaram as comunidades alternativas, que eles organizavam em espécies de fazendas localizadas em áreas menos poluídas. Essas comunidades alternativas foram moda na segunda metade dos anos 60 e nos anos 70. As bandas inglesas Genesis, Led Zeppelin, Traffic e Hawkwind, o grupo alemão Amon Düül e os Novos Baianos, aqui no Brasil, são alguns exemplos dos que seguiram este caminho naquela época. A cantora Rita Lee disse mais ou menos, em uma entrevista, que todos nós temos um pouco de hippie quando nos preocupamos com a questão ambiental.

Na segunda metade da década de 70, a defesa da natureza deixou de ser coisa de hippie e se transformou em movimento político, com o Greenpeace como um de seus maiores representantes em todo o mundo. Outros exemplos de organizações que buscam proteger a natureza -fauna, flora e o planeta como um todo-, além do Greenpeace, são a WWF, One Earth, a Fundação Onda Azul, o Projeto Tamar (que protege as tartarugas marinhas), o Projeto Tigre (criado na Índia) e o Projeto Mamíferos Marinhos (ou simplesmente Mama). Celebridades como a atriz americana Jane Fonda e a atriz francesa Brigitte Bardot abraçaram a nova causa, liderando comícios contra a energia nuclear ou defendendo animais em vias de extinção. Nos anos 80, o cantor inglês Sting tornou-se amigo do cacique Raoni, abraçando a causa indígena e também defendendo a região amazônica. Um outro defensor dos índios e da Amazônia foi Chico Mendes.

Na música, há casos de canções com conteúdo ecológico. A new age music e o Rock Progressivo são os maiores exemplos, tanto em termos de letras como em termos de efeitos sonoros. A famosa banda progressiva inglesa Yes tem uma canção intitulada Don't Kill the Whale, na qual se ouve o som de uma baleia. Ainda no Rock Progressivo, outras bandas que podemos citar são as brasileiras Moto Perpétuo, Saecula Saeculorum e Sagrado Coração da Terra. Na new age, têm-se os discos Oxygene e Waiting for Cousteau, de J.-M. Jarre, Oceanic, de Vangelis e, Caverna Magica, de Andreas Vollenweider. Na nossa MPB, Música Popular Brasileira, podemos apontar como exemplos bem conhecidos as canções Terra, de Caetano Veloso, e Planeta Água, de Guilherme Arantes. Aqui no Brasil, na década de 70, houve o surgimento do rock rural, movimento que tinha como temas o bucolismo e a ecologia e cujo maior representante foi a dupla Sá e Guarabyra.

Eu sei que Ecologia é um tema muito batido atualmente e que é difícil não usar clichês quando se fala nisso, mas nós devemos lembrar que o homem está destruindo seu próprio mundo, prejudicando a natureza e ele mesmo também. Não nos esqueçamos de que a natureza responde à agressão humana, como no caso das enchentes. É a lei da ação e reação. A humanidade tem de parar com a poluição visual e sonora; a extinção das espécies terrestres, aquáticas e aéreas, mamíferos ou não; a poluição e desperdício da água; a poluição do ar, cujos efeitos são o aquecimento global -também chamado de efeito estufa-, a chuva ácida, a destruição da camada de ozônio, a inversão térmica e as doenças respiratórias; o acúmulo de lixo industrial e doméstico; os experimentos com a energia nuclear; a devastação das florestas, matas, parques e quaisquer outras áreas verdes (seja ou não em nome do progresso) através da derrubada ou queimada, o que também causa o desaparecimento de espécies vegetais e animais, além da desertificação do solo em algumas áreas, fato este que também pode ser provocado pelo mau uso da terra. Temos ainda que tomar cuidado com a aplicação de hormônio em animais de cuja carne nos alimentamos, com os transgênicos e com o uso de herbicidas nas plantações, nas verduras, legumes e frutas que comemos, o que põe em risco a nossa saúde.

Vamos evitar que a Terra se torne um imenso deserto ou oceano; a falta de água ou de ar puro e limpo; e a destruição de nossa atmosfera ou, o que é pior, do mundo(!), no futuro, como em alguns filmes e comerciais que nós já assistimos. Portanto, pense bem: "a Terra precisa de você".

Fonte: www.sinfoniasideral.hpg.ig.com.br/ecologia.html

 


 

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