Bill Gates, Rockefeller e os "gigantes" dos OGM conhecem algo que não sabemos

Postado em 05/01/2009
A caverna no Árctico com as sementes do juízo final

"Caverna Global de Sementes Svalbard"

A construção da caverna no Ártico com quase todas as matrizes "originais" das sementes do planeta: por quê?

F. William Engdahl

   


Bill Gates, Rockefeller e os gigantes produtores dos OGM (Organismos Geneticamente Modificados) conhecem algo que não sabemos.

 

Uma coisa de que o fundador da Microsoft, Bill Gates, não pode ser acusado é de ser indolente. Aos 14 anos já fazia programação, aos 20, era ainda estudante em Harvard, fundou a Microsoft. Em 1995 aparecia na listagem da Forbes como o homem mais rico do mundo por ser o maior acionista da Microsoft, uma empresa que, mercê da sua direção rígida, se constituiu num verdadeiro monopólio dos sistemas de software para computadores pessoais.

Em 2006, quando a maior parte das pessoas na situação dele pensa em retirar-se para uma tranqüila ilha do Pacífico, Bill Gates decidiu dedicar as suas energias à sua Fundação Bill e Melinda Gates, a maior fundação privada e 'transparente' do mundo, como ele diz, com uma doação de esmagadores 34,6 milhões de dólares e a imposição legal de gastar 1,5 milhões de dólares por ano em projetos filantrópicos a nível mundial a fim de manter o estatuto filantrópico para isenção de impostos. Em 2006, a oferta do seu amigo e sócio, o mega-investidor Warren Buffet, de ações no Buffet's Berkshire Hathaway no valor de 30 milhões de dólares, colocou a fundação de Gates em posição de poder gastar quase o mesmo valor de todo o orçamento anual da Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas.

Por isso, quando Bill Gates decide utilizar a Fundação Gates para investir em um projeto cerca de 30 milhões de dólares do seu dinheiro, vale à pena analisar esse projeto.

Não há nenhum outro projeto mais interessante no momento do que este muito estranho em um dos cantos mais remotos do mundo, Svalbard. Bill Gates está investindo milhões de dólares em um banco de sementes no Mar Barents perto do Oceano Ártico, a cerca de 1100 quilômetros do Pólo Norte. Svalbard é um árido pedaço de rocha reclamado pela Noruega e cedido em 1925 por um tratado internacional.

É nesta ilha esquecida por Deus, que Bill Gates está investindo dezenas dos seus milhões de dólares em conjunto com a Fundação Rockefeller, a Monsanto Corporation, a Fundação Syngenta e o governo da Noruega, entre outros, naquilo que é chamado de 'banco de sementes do fim do mundo'. Oficialmente o projeto chama-se a Caverna Global de Sementes Svalbard (Svalbard Global Seed Vault) na ilha norueguesa de Spitsbergen, no arquipélago de Svalbard.

O banco de sementes está sendo construído no interior de uma montanha na ilha de Spitsbergen perto da aldeia de Longyearbven. Está quase pronto para o 'negócio', de acordo com os comunicados. O banco vai ter portas duplas à prova de explosão, inundação etc. Com sensores de movimento, duas câmaras pressurizadas e imensas paredes de concreto reforçado e aço com um metro de espessura. Conterá mais de três milhões de variedades diferentes de sementes de todo o mundo, 'para que se possa conservar a variedade das espécies para o futuro', segundo o governo norueguês. As sementes vão ser embaladas de forma especial para proteção contra a umidade. Não haverá pessoal, mas a relativa inacessibilidade da caverna e dispositivos eletrônicos, virtuais e de segurança on-line facilitarão a fiscalização de qualquer possível atividade humana por qualquer um dos sócios do projeto em qualquer parte do planeta.

Falta-nos alguma coisa? Os comunicados de imprensa afirmam que tal projeto destina-se à conservar a variedade das espécies para o futuro'. Que futuro é esse cujos patrocinadores do banco de sementes prevêem? O que poderá vir a ameaçar a disponibilidade global das sementes atuais, quando a maior parte delas já está bem protegida em bancos de sementes existentes em todo o mundo?

Bill Gates, a Fundação Rockefeller, a Monsanto e a Syngenta se juntando em um projeto comum? Vale à pena escavar um pouco mais por detrás das rochas de Spitsbergen. Se o fizermos vamos encontrar coisas fascinantes.

O primeiro ponto digno de nota é saber quem é que patrocina a construção da caverna de sementes do fim do mundo. Aqui, em conjunto com os noruegueses, estão, conforme já dito, a Fundação Bill & Melinda Gates; o gigante americano da 'agribusiness' DuPont/Pioneer Hi-Bred, um dos maiores proprietários mundiais de patentes de sementes de organismos geneticamente modificados (OGM) e de agroquímicos afins; a Syngenta, a importante companhia de sementes OGM e agroquímicos, com sede na Suiça, através da Fundação Syngenta; a Fundação Rockefeller, um grupo privado que criou a "revolução genética com mais de 100 milhões de dólares em sementes desde os anos 70; o CGIAR, a rede global criada pela Fundação Rockefeller para promover o seu ideal de pureza genética através da alteração da agricultura.

Svalbard porquê ?

É legítimo perguntar porque Bill Gates e a Fundação Rockefeller em conjunto com os principais gigantes do agribusiness da engenharia genética, como a DuPont e a Syngenta, Monsanto e ainda com o CGIAR, além dos "anjos Financiadores" , estão construindo a Caverna das Sementes do Juízo Final lá no Ártico.

Inicialmente quem utiliza um banco de sementes destes? Os principais utilizadores dos bancos genéticos são os produtores de plantas e os investigadores. Os maiores produtores atuais de plantas são a Monsanto, a Dupont, a Syngenta e a Dow Chemical, os gigantes GMO globais que patenteiam plantas.

Desde o início de 2007 a Monsanto detém, em conjunto com o governo dos Estados Unidos, os direitos mundiais da patente da planta chamada 'Terminator' ou Tecnologia de Restrição de Uso Genético (Genetic Use Restriction Technology, GURT). O Terminator é uma tecnologia sinistra pela qual uma semente comercial patenteada se 'suicida' após uma colheita. O controle das companhias privadas de sementes é total. Nunca existiu na história da humanidade tal controle e um poder tão grande destes sobre a cadeia alimentar.

Esta característica do Terminator habilmente engendrada geneticamente obriga os agricultores a recorrer todos os anos à Monsanto ou a outros fornecedores de sementes OGM para obter novas sementes de arroz, soja, milho, trigo, ou outros cereais de que precisem para alimentarem as suas populações. Se for introduzido em grande escala em todo o mundo, pode, talvez dentro de uma década, tornar a maioria dos produtores de alimentos do mundo em servos feudais, escravos de três ou quatro gigantescas companhias de sementes como a Monsanto ou a DuPont ou a Dow Chemical.

Claro que isso também pode dar asa a que essas companhias privadas, porventura por ordem do seu governo local, Washington, recusem sementes deste ou daquele país em desenvolvimento cuja política possa ir contra a de Washington. Aqueles que dizem 'aqui isso não pode acontecer' deviam observar com mais atenção os atuais acontecimentos internacionais. A mera existência dessa concentração de poder em três ou quatro gigantes do agribusiness com base nos EUA é uma razão para o boicote legal de todos os cereais OGM, mesmo que os seus ganhos em colheitas fossem reais, o que manifestamente não são.

Estas companhias privadas, a Monsanto, a DuPont e a Dow Chemical, nenhuma delas sequer têm um registro imaculado em termos de proteção da vida humana. Muito longe disso. Desenvolveram e proliferaram inovações como a dioxina, os bifenóis policlorinados, o agente laranja. Encobriram durante décadas indícios óbvios cancerígenos e de outras conseqüências graves para a saúde humana decorrentes do uso dos químicos tóxicos.

Enterraram, modificaram e fraudaram milhares de relatórios científicos sérios sobre o fato do herbicida mais utilizado a nível mundial, o glifosato, ingrediente essencial do herbicida Roundup da Monsanto ser cancerígeno e estar diretamente "vinculado" com a compra da maioria das sementes manipuladas geneticamente pela Monsanto, ele é tóxico quando se infiltra na água potável. [10] A Dinamarca proibiu o glifosato em 2003 quando se confirmou que tinha contaminado as águas subterrâneas do país. [11]

A diversidade armazenada em bancos genéticos de sementes é a matéria-prima para a produção de plantas e extremamente importante para a investigação biológica básica. Todos os anos são distribuídas para esses fins várias centenas de milhares de amostras. A FAO das Nações Unidas lista uns 1 400 bancos de sementes em todo o mundo, sendo o maior deles propriedade do governo dos Estados Unidos. Outros grandes bancos situam-se na China, na Rússia, no Japão, na Índia, na Coréia do Sul, na Alemanha e no Canadá, por ordem decrescente de dimensão. Além disso, o CGIAR administra uma cadeia de bancos de sementes em centros selecionados a nível mundial.

O CGIAR, fundado em 1972 pela Fundação Rockefeller e pela Fundação Ford para disseminar o seu modelo de agribusiness "Revolução Verde", controla a maior parte dos bancos privados de sementes desde as Filipinas, da Síria ao Quênia. Em todos estes bancos de sementes mantém mais de seis milhões e meio de variedades de sementes, das quais quase dois milhões são 'distintas'. A Caverna do Fim do Mundo Svalbard vai ter capacidade para albergar quatro milhões e meio de sementes diferentes, o equivalente a mais de dez vezes da distribuição global.

OGM como arma de guerra biológica?

E chegamos agora ao cerne do perigo e do potencial para a utilização indevida inerente ao projeto Svalbard de Bill Gates e da fundação Rockefeller e do gruo que os apóia. Será que o desenvolvimento de sementes patenteadas para os cereais de sustento fundamental da maior parte do mundo, como o arroz, o trigo, o milho e as plantas de forragem como a soja possa acabar por vir a ser utilizado em uma horrível forma de guerra biológica?

O objetivo explícito do grupo de pressão para a eugenia, financiado por abastadas famílias de elite, como os Rockefeller, os Carnegie, os Harriman, os Rothschild e outros desde os anos 20, incorporou aquilo a que chamaram 'eugenia negativa', a eliminação sistemática de descendências indesejáveis.

Margaret Sanger, uma eugenista apressada, fundadora da Paternidade Planeada Internacional e íntima da família Rockefeller, em 1939 criou algo chamado The Negro Project, com base em Harlem, o qual, como ela confidenciou numa carta a um amigo, era todo sobre o fato de que, como ela afirmou, 'queremos exterminar a população negra'. [12]

Em 2001 uma pequena companhia de biotecnologia da Califórnia, a Epicyte, anunciou o desenvolvimento de trigo geneticamente manipulado que continha um espermicida que tornava estéril o sêmen dos homens que o comessem. Na época a Epicyte fez um acordo de associação para disseminar esta tecnologia com a DuPont e a Syngenta, dois dos patrocinadores da Caverna de Sementes do Fim do Mundo Svalbard. A Epicyte foi depois comprada por uma companhia de biotecnologia da Carolina do Norte. O que é de espantar é que a Epicyte desenvolveu o seu trigo OGM espermicida com financiamentos para investigação do Departamento da Agricultura americano, o mesmo departamento que, apesar da oposição mundial, continuou a financiar o desenvolvimento da tecnologia Terminator, hoje propriedade da Monsanto.

Nos anos 90, a Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas desencadeou uma campanha para vacinar milhões de mulheres na Nicarágua, no México e nas Filipinas, de idades compreendidas entre os 15 e os 45 anos, supostamente contra o tétano, uma doença que pode ser provocada por pisar um prego enferrujado, por exemplo. A vacina não foi administrada a homens ou rapazes, apesar de presumivelmente eles poderem igualmente pisar em pregos enferrujados tal como as mulheres.

Perante esta anomalia estranha, o Comitê Pró Vida do México, ficou desconfiada e mandou testar amostras da vacina. Os testes revelaram que a vacina do tétano que estava sendo administrada pela OMS apenas a mulheres em idade de procriarem, continha gonadotrofina coriónica (HCG) humana, um hormônio natural que, quando combinado com um portador toxóide de tétano estimula anticorpos tornando a mulher incapaz de manter uma gravidez. Nenhuma das mulheres vacinadas foi informada disso.

Soube-se mais tarde que a Fundação Rockefeller em conjunto com o Conselho da População de Rockefeller, o Banco Mundial (anfitrião do CGIAR) e os Institutos Nacionais de Saúde dos EU, tinham estado todos envolvidos em um projeto que durou 20 anos, iniciado em 1972, para desenvolver a escondida vacina de aborto com um portador de tétano para a OMS. Mais ainda, o governo da Noruega, o anfitrião da Caverna de Sementes do Fim do Mundo Svalbard, doou 41 milhões de dólares para desenvolver a vacina especial abortiva do tétano. [13]

Será coincidência que estas mesmas organizações, desde a Noruega à Fundação Rockefeller, passando pelo Banco Mundial, estejam também envolvidas no projeto do banco de sementes de Svalbard? Segundo o Prof. Francis Boyle, que redigiu a Lei Antiterrorista de Armas Biológicas de 1989 e aprovada pelo Congresso dos EUA, o Pentágono 'está agora empenhado em travar e ganhar a guerra biológica', objetivo integrado nas duas diretivas de estratégia nacional de Bush adaptadas em 2002, 'sem conhecimento nem análise pública', segundo ele faz notar. Boyle acrescenta que só em 2001-2004 o governo federal dos EUA gastou em trabalhos civis relacionados com a guerra biológica, 14,5 milhões de dólares, uma soma incrível.

O biólogo Richard Ebright, da Universidade de Rutgers, calcula que mais de 300 instituições científicas e cerca de 12 mil pessoas individuais nos EUA têm atualmente acesso a elementos patogênicos adequados à guerra biológica. Só doações dos Institutos Nacionais de Saúde do governo americano para investigação de doenças infecciosas com potencial para guerra biológica, há 497. Claro que isto é hoje justificado sob a rubrica da defesa contra possíveis ataques terroristas.

Muitos dos dólares do governo americano gastos na investigação da guerra biológica envolvem engenharia genética. O professor de biologia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Jonathan King, diz que os 'crescentes programas de terrorismo biológico representam um perigo emergente significativo para a nossa população'. King acrescenta que, 'embora esses programas sejam sempre rotulados de defensivos, quando se trata de armas biológicas, os programas defensivos e ofensivos sobrepõem-se quase completamente'. [14]

Só o tempo o dirá, se esses projetos genéticos e todas essas coincidências aqui colocadas, despercebidas da grande massa, envoltas em suas contas e serem pagas, quitação de suas hipotecas, financiamento se dívidas, impostos e distrações televisivas, esportivas, sensuais ou alucinógenas, terão impacto no mundo e o quanto esse impacto nos afetará em um futuro bem próximo. Talvez o segredo esteja em Svalbard, de Bill Gates da Fundação Rockefeller e dos seus sócios, talvez no 12º Planeta dos Sumérios Nibirú..

"Este artigo encontra-se em seu original português no link:                 http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/01/410050.shtml  

O original encontra-se em : http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=7529

>>>> http://www.resistir.info/varios/engdahl_sementes_p.html

Tradução de Margarida Ferreira.